A Retomada. É hora de fazer as contas. ~ Forno, Fogão e Cia Consultoria Gastronômica Chiarini Culinary Consultants Brasil

11/10/2016

A Retomada. É hora de fazer as contas.

Nos últimos 4 anos o Brasil viveu e ainda vive uma verdadeira gangorra, onde o sobe e desce de
preços é uma constante, cada movimento da economia, mexe diretamente no bolso de cada um e no prato de cada brasileiro.


Durante este período muitos restaurantes despreparados para essa instabilidade fecharam suas portas e deixaram milhares de colaboradores desempregados, redes de alimentação fora do lar das mais diversas vertentes, reduziram seus investimentos à níveis bastante tímidos, chegando inclusive a fechar algumas unidades, franquias e franqueados tiveram que rever sua forma de operacionalizar para tentar fazer adequações e suportar esses tempos estranhos que vivenciamos.

As notícias nunca foram tão escandalosas, operações da polícia federal, inquéritos, processos, alta de preços, rombos na política e outros fatos públicos, balançaram o setor mais do que os períodos de sazonalidade dos insumos e afetaram diretamente os preços nos restaurantes, tudo ficou mais caro, entretanto, o brasileiro médio, mesmo tendo de fazer escolhas com as quais não estava acostumado, continuou a frequenta-los.

O setor de alimentação fora do lar teve sua estabilidade comprometida no primeiro momento, mas, conseguiu se manter firme, chegando a apresentar alta e crescimento e agora, depois de termos visto de perto o fundo do poço, parece que estamos retomando o crescimento de maneira vertical, quem soube se adequar e colocar a casa em ordem para poder sobreviver a esse período, vai colher os frutos.

A menos de 2 meses para o fim de 2016, é hora de fazer as contas e rever o planejamento para o ano seguinte que parece ser mais estável para o setor, o caminho apontado pelo governo com os cortes internos de gastos, faz a economia como um todo, rever sua curva de investimentos, só que dessa vez com mais firmeza, já que não vamos pagar todas as contas dos erros cometidos, apesar delas ainda serem um peso a mais a ser carregado.

A indústria que envolve o setor de alimentação fora do lar tem investido gradativamente em tecnologia para melhorar os processos, equipamentos e maquinários contam com mais dessa tecnologia, insumos e produtos começam a aparecer com mais qualidade e os investimentos em melhoria na segurança alimentar vem sendo feitos, no campo os produtores reduziram o uso de defensivos agrícolas e passam a produzir mais por hectare com o uso de multiculturas e aplicação de técnicas de cultivo naturais, profissionais do setor de alimentos e bebidas estão retomando seus estudos e pesquisas para melhorarem seus conhecimentos e aplica-los no dia a dia.

Apesar de estarmos engatinhando, tudo isso já é o começo da retomada de investimentos, todas essas melhorias devem aparecer já no começo de 2017 e consequentemente ir à mesa dos brasileiros que clamam por elas, afinal, dentro da macro economia, o setor de serviços, como no caso, a alimentação fora do lar, é uma das mais importantes engrenagens que movimentam os investimentos no país e pode ser através desse setor que o Brasil volte a crescer.

O equilíbrio das contas de cada empresa do setor é importante para o todo, é necessário repensar o planejamento de maneira sólida e gradativa e usar o que aprendemos durante esse período negro para a economia em geral, mesmo que tenhamos feito progressos, pois, o setor não parou de crescer, reduziu sua velocidade mas, não parou. Empresários, especialistas e profissionais devem começar a fazer a lição de casa.

Investir em tecnologia para melhorar a produção, eliminar os gargalos de desperdícios, capacitar profissionais, exigir insumos e produtos com mais qualidade e saudabilidade deve ser a mola propulsora da retomada de crescimento, aprendemos durante esse tempo que não há outro caminho a não ser o de oferecer o melhor para obter o melhor, nesse sentido, a indústria e o comercio de alimentos perceberam que não é apenas uma exigência do público, mas, uma ferramenta que funciona e que reflete no caixa.

É hora de fazer essas contas, investir em pessoas, processos e produtos, pense nisso!