Os alimentos mais consumidos pelos brasileiros. ~ Forno, Fogão e Cia Consultoria Gastronômica Chiarini Culinary Consultants Brasil

17/11/2015

Os alimentos mais consumidos pelos brasileiros.

Na história da alimentação e em todos os povos sempre houveram os campões em consumo, muitos deles se tornaram os mais consumidos pelo mais diversos motivos e épocas diferentes, no entanto, sempre poderemos dizer que há aqueles que independente de certos parâmetros se mantém nas primeiras posições do "ranking".


Estas classificações são feitas com base em pesquisas feitas por institutos governamentais ou não, que reúnem informações através de entrevistas com a população e fazem um "desenho" dos produtos que as pessoas mais consomem e alimentos e bebidas de maior preferência e, servem para guiar diversas estatísticas sobre como é a alimentação de um determinado povo ou país, bem como, contém informações complexas sobre o porque aquele produto se tornou mais consumido em detrimento de situações econômicas ou sociais que elevam ou baixam seu consumo incluindo "modismos".

Vamos conhecer os alimentos mais consumidos através de algumas dessas listas compiladas por pesquisas:
A carne de frango manteve desde 2013, a posição de destaque na alimentação do brasileiro. Segundo estatísticas divulgadas pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF), naquele ano foram produzidas 12,3 milhões de toneladas. Como dois terços da produção (cerca de 8,4 milhões) foram destinados ao mercado interno, o consumo desta carne foi de quase 42 quilos por habitante, já em 2014 apesar da queda no consumo devido a diversos fatores ambientais e econômicos, a carne de frango continuou sendo a mais consumida e produzida com 12,69 milhões de toneladas é a proteína animal mais consumida no país.

Em seguida entram no ranking a carne de porco com 14,6 milhões de toneladas, aumento de 100 mil toneladas em relação a produção de 2013 e apesar dos números mais altos dos que os da carne de frango, seu consumo no mercado interno se mostra menor ocupando apenas 21 quilos por habitante e a carne bovina que vem perdendo posições ano após ano, mas, ainda é uma das preferências nacionais com um consumo em torno de 41,9 quilos por habitante, número muito próximo ao do consumo de frango, mas, menor.

O grão mais consumido no Brasil continua sendo o feijão em suas variadas qualidades, sendo seguido de perto pela soja e pelo milho, segundo o Ministério da Agricultura, a previsão de produção de grãos para 2015 já foi ultrapassada e vai bater novo recorde com 209,5 milhões de toneladas.

O companheiro inseparável do feijão, o arroz, presente em mais de 95% (noventa e cinco por cento) dos lares brasileiros é outro campeão com uma produção de 12,44 milhões de toneladas sendo que dessa cifra ficam para o mercado interno 88% (oitenta e oito por cento).

A alimentação dos brasileiros vem se mantendo quase a mesma a pelo menos 50 anos sem a adição de produtos diferenciados de maior consumo, como carnes de caça ou aves como o pato ou até mesmo o peru, carnes exóticas ainda não chegam à mesa do brasileiro comum, da mesma forma que grãos e cereais como a quinoa "importada", que apesar dos "modismos", continua ocupando uma parcela quase insignificante do consumo médio, isso sem mencionar as nossas raízes e castanhas que deveriam ser base da alimentação por suas propriedades e seu custo de produção extremamente baixo e que sequer aparecem nas estatísticas, mostrando que há uma desvalorização de muitos de nossos produtos nativos para o mercado interno, entretanto, quando se fala de mercado externo, essa produção aparece com os índices nas alturas, o que pressupõe que nossa boa produção interna é na sua grande maioria exportada, levando a uma conclusão já conhecida.

Situações das mais variadas são motivos para que a alimentação seja quase sempre a mesma ou como no caso desse último ano, perca a qualidade em ingredientes com situações como a do baixo consumo de carne bovina em relação a outros anos, mas, é fato que com a atual situação econômica, o salário do brasileiro médio, não consegue sustentar os hábitos de antes em relação a comida na mesa.

Fontes:
Ministério da Agricultura; Conab; ABPA - Associação Brasileira de Proteína Animal; UBABEF - União Brasileira de Avicultura.