COZINHAR É UM ATO DE AMOR E PAIXÃO! ~ Forno, Fogão e Cia Consultoria Gastronômica Chiarini Culinary Consultants Brasil

14/05/2014

COZINHAR É UM ATO DE AMOR E PAIXÃO!

Escolas de gastronomia no mundo inteiro ensinam técnicas, proporcionam ao aluno conhecimento histórico, teórico e prático, treinam e desenvolvem talentos, formam profissionais e os disponibilizam no mercado, no entanto, nenhuma escola de gastronomia pode ou consegue despertar o amor e a paixão que todo o cozinheiro que se preza deve ter.
Paul Bocuse recebeu o Prêmio de Chef do Século
concedido pela Culinary Institute of America em 2011.
Estes sentimentos estão dentro de cada um de nós e só são despertados por nós, nada faz com que isso aconteça se não quisermos.

Parece óbvio até aqui certo? Mas, não é!

Entrar em uma cozinha profissional e enfrentar um turno de 8 horas de trabalho, em um ambiente onde as temperaturas podem variar de - 5° em câmaras frias até 55° ou mais, próximo aos fogões e fornos, passar por diversos apertos por causa de tempo para confeccionar pratos, lidar com pessoas que estão muitas vezes com seu humor alterado, realizar serviços de alimentação para um sem número de pessoas que são clientes do restaurante e que esperam o melhor, passar horas a fio em pé correndo de um lado para o outro, guardar mentalmente cada pedido e faze-lo de acordo com o que fora solicitado, é algo que requer antes de mais nada, amor e paixão.

O cozinheiro é e sempre será um amante fervorosamente apaixonado pelo que faz, sim cozinheiro mesmo porque, antes de ser um Chef, o profissional é um cozinheiro.

Por mais que se diga que uma escola forma um profissional, esta formação por si só, não será o bastante para que este profissional se torne um Chef.

É verdade que a base de um curso de gastronomia dá ao profissional boa parte
do que ele vai precisar para se tornar um Chef e é verdade também, que esta formação irá fazer toda a diferença para o mercado pois, este profissional será muito mais requisitado e terá muito mais visibilidade do que aqueles que aprenderam apenas na prática.

Um Chef é um cozinheiro com todo o conhecimento adquirido pela formação teórica, que sabe aplicar isto na prática e que tem o amor e a paixão pela profissão vivos dentro de si e que não deixa nada e nem ninguém abalar estes pilares.

Cozinhar é um ato de amor e paixão que um cozinheiro jamais vai deixar de praticar, por mais que se torne um Chef Executivo ou um Chef Consultor e mesmo que fique distante das facas e das panelas, sempre vai dar um jeitinho de colocar a mão na massa.

Os profissionais que não tiveram a oportunidade de frequentar um curso de gastronomia e que aprenderam tudo o que sabem na prática, também compartilham destes sentimentos e eu diria que em alguns casos este amor e paixão são até maiores.

Prova disto está em que, alguns dos mais famosos Chefs do mundo, não frequentaram nenhum curso de gastronomia e muitos deles são reconhecidos com as famosas Estrelas Michelin.

Aí cabem perguntas:

Então escolas de gastronomia não ajudam o profissional a chegar neste estágio de conquistar as estrelas?
Sim ajudam mas, de nada vai adiantar ter feito curso na melhor escola do mundo, se não houver amor e paixão.

Investir em um curso muitas vezes caro não seria perda de tempo?
Não! Conhecimento não ocupa espaço físico e é o único patrimônio que ninguém será capaz de tomar de você!
O talento de um cozinheiro se traduz em cada prato feito com amor e com paixão e são estes sentimentos que elevam o nível de um profissional, fazendo ele chegar as estrelas e ir muito além delas entretanto, se este profissional tiver também conhecimento teórico adquirido através de uma formação, este talento ficará com um pouco mais de brilho.

Quanto tempo leva para ser um Chef?
Dependerá do profissional conseguir demonstrar através de seu trabalho o conhecimento que tem, aplicado com estes ingredientes.

Chef ou cozinheiro pouco importa o título, o profissional que se dedica e que coloca estes dois ingredientes em cada ato que faz, será sempre reconhecido, pode até demorar um pouco mas, o prazer de ver seu trabalho feito, já é o melhor reconhecimento.

Esta crônica é dedicada a Paul Bocuse que aos 88 anos de idade continua cozinhando e a todos os profissionais cozinheiros e Chefs, que fazem de cozinhar um ato de amor e paixão.