COZINHA É COISA SÉRIA! ~ Forno, Fogão e Cia Consultoria Gastronômica Chiarini Culinary Consultants Brasil

25/02/2014

COZINHA É COISA SÉRIA!

Muito se fala quanto as adequações impostas ou propostas pelas organizações de saúde para as cozinhas industriais e comerciais, reduções do teor de sódio, de açúcar, de carboidratos, utilização de insumos frescos, orgânicos, carnes aves e peixes de procedência, higiene, temperatura adequadada dos alimentos, tudo de extrema importância no entanto, pouco ou quase nada é dito sobre o porque destas mudanças.

Apesar das emissoras de TV mostrarem sempre reportagens sobre o assunto, as abordagens são muito superficiais e acabam deixando de lado os perigos de se ter uma cozinha fora destes padrões.

Mais de 80% da população se alimenta fora de casa e a grande maioria não sabe o que está comendo, muito menos como evitar uma intoxicação ou algo mais grave.

Por estes e outros motivos, é prioridade total fazer estas adequações!

O porque disso tudo é bem simples, sua cozinha pode matar uma pessoa!

Comida estragada apreendida em restaurantes.
Um restaurante recebe dezenas de clientes todos os dias e não está escrito na testa de nenhum deles se são ou não diabéticos, hipertensos, alérgicos ou intolerantes a determinados produtos, é claro que quem porta uma doença e já foi diagnosticado, vai se cuidar e não vai consumir aquilo que lhe faz mal mas, e os que não sabem?

Seria ridículo propor uma pesquisa perguntando a cada cliente que entra se ele é ou não acometido de alguma doença que o impeça de consumir algum produto, diante disso, o melhor é a cozinha fazer adequações para não correr riscos desnecessários.

Para começar, um treinamento adequado deve ser dado, mudando principalmente os hábitos dos cozinheiros de fazer tudo sem a menor medida ou seja, no olhometro, isso é absolutamente inaceitável por diversos motivos que vão desde, colocar sal demais onde não precisa, a aumentar o gasto do restaurante comprando mais do que deveria, consequentemente, aumento de preços para o consumidor.

Padronizar tudo que entra ou sai da cozinha, sabendo quem são os seus fornecedores que tipo de produto fornecem e o principal a qualidade, medir cada grama usada de cada insumo em cada receita padronizando sua confecção e com isso aumentando a qualidade de tudo que é produzido, além de controlar seus estoques de forma real e não superficial.
 


Cuidar da higiene de forma a eliminar não só a sujeira mas, principalmente hábitos que tornam o trabalho da cozinha perigoso, um bom exemplo é o uso de equipamentos de proteção individual EPI, muitos cozinheiros não usam e o pior, adicionam mais perigo colocando seus radinhos e celulares para tocar os hits do momento, enquanto trabalham mexendo neles o tempo todo, fora isso o reaproveitamento de alimentos que é um absurdo.



Quanto custa fazer estas mudanças? Simples, quase nada diante de uma indenização por danos pessoais e morais em uma condenação judicial ou uma multa da vigilância sanitária, que além de mexer no bolso, vai fazer um estrago no seu negócio com uma propaganda bem negativa, colocando aquele aviso colado na porta dizendo: "interditado pela vigilância sanitária por falta de higiene".

Casos reais de ambas as coisas acontecem todos os dias nas grandes capitais e fora delas também, basta fazer uma pesquisa e vai ver bastante resultado, entretanto, penso que seu negócio pode e deve ficar fora das pesquisas com resultados ruins.

Não basta fazer estas mudanças e não acompanhar outras e também não rever periodicamente o que está acontecendo, mesmo porque, hábitos voltam e muitas vezes com o dobro de força por isso, ter uma ajuda profissional ao menos uma vez por mês é imprescindível.

Investir em treinamento, reciclagem e consultoria especializada é levar a sério sua cozinha e prestigiar seu cliente com qualidade.

Quer saber mais fale conosco!